A Conexão Calvinista

09
May

A Conexão Calvinista

 

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Joe Crews (Amazing Facts)
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Cover illustration by Ademir P. Soares
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“Lança teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás”. Eccl. 11:1 

A Conexão Calvinista

Embora quase todos nós já tenhamos ouvido a dramática história do filho pródigo, poucos tem considerado os intrigantes passos em sua revolucionária recuperação. Depois que todo o seu dinheiro foi exaurido e todos os seus amigos (do bom tempo) o abandonaram, Jesus descreve para nós, como aquele confuso e faminto jovem “se deu conta de si.” Lucas 15:17. Naquela mente enganada pelas fantasias do pecado, uma estranha nova revelação começa a nos ser desenrolada. Pensamentos e memórias que a muito estavam suprimidas pela expressão do pecado começam pouco a pouco tomarem forma e desenvolverem-se.

Assim, o primeiro passo que o filho pródigo deu para o seu retorno foi simplesmente que ele começou a pensar. Isso era alguma coisa que ele não havia feito desde que ele havia começado esta intoxicante, efervecente, hilariante e desenfreada vontade de ir-se dos auspícios da casa paterna.  A ‘bolha’ havia estourado, e era natural que seus pensamentos começassem a se dar conta das realidades da vida, do jeito que ele as sabia antes, na casa de seu pai. Jesus disse que ele começou a pensar novamente a respeito daquela casa, e seus parentes, e seus servos. Mas pensar somente não é suficiente para trazer qualquer pessoa deste ‘país distante’ do pecado. Nenhum filho pródigo nunca será bem-vindo à casa do Pai com as palavras “Bem pensado, meu bom e fiél servo.”

Mas depois, este jovem começou a falar para si mesmo. De acordo com as Escrituras, ele disse: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros.” Lucas 15:18, 19. Mas ele estava falando de dentro de um chiqueiro de porcos. Falar sobre ser salvo não é suficiente. O Pai nunca irá receber ninguém com as palavras, “Bem dito, ó meu servo bom e fiél.”

Finalmente, a Bíblia registra que “E levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e  o beijou.” Lucas 15:20. Ele começou, pela primeira vez, a mover-se na direção certa. As memórias, as resoluções, as decisões – todas agora são traduzidas em ação. “Ele levantou-se e foi.” Este foi o passo final, que trouxe-o para fora daquele lugar de vergonha, escravidão e pecado. E para todos que seguirem o seu exemplo, o Pai irá dizer: “Bem está, servo bom e fiél,.. entra no gozo do teu Senhor.”

Que cena comovente, quando o jovem filho encontra-se com seu pai, e recebe deste o seu robe limpo, novos sapatos, e anel da família, sinal de autoridade – todos símbolos de total aceitação, perdão e restauração.  Rapidamente, podemos imaginar, o jovem utilizando as facilidades da casa de seu pai, para lavar-se e retirar todas as marcas de seu pródigo passado, e mostrar as evidências de um novo relacionamento.

Esta história contada por Jesus, ilustra a única maneira pela qual qualquer pessoa pode chegar aos céus, e fazer parte da família celestial. Todos nós temos que receber o robe da Justiça de Cristo. Este é o mais importante e necessário passo na experiência da salvação. Nós temos que entender como vir, como ser aceito, e como nos colocar nesta nova regra de afiliação.

Estranho como possa parecer, esta elementar experiência do robe, tem sido feita terrivelmente complicada e distorcida. O subjeto da Justificação pela Fé tem sido muito frequentemente mal-reprensentada, mais do que qualquer outra matéria teológica. A fábrica inteira, do Protestantismo tem sido afetada pelas conflitantes maneiras sobre as regras de santificação e justificação no processo de ser salvo.

VOLTANDO ÀS RAÍZES

Muitos concordam que a moderna confusão neste subjeto, provavelmente esteja ancorada em um antigo sistema chamado Calvinismo. Muito embora John Calvin tenha sido um grande reformista françês, o qual mereçe muito crédito por ter atirado de lado o jugo do Catolicismo, ele também introduziu uma série de erros básicos os quais tem permeado a maioria dos Protestantes de hoje. Entre 1536 e 1559, Calvin produziu uma monumental obra entitulada “ Institutos da Religião Cristã”. Estes quatro volumes, atualmente deram forma à teologia da reforma nas igrejas da Escócia, Holanda, França e Inglaterra. Mais tarde, o Calvinismo veio a ser um poderoso molde de influência na grande maioria das maiores denominações Americanas.

Brevemente, nós podemos sumarizar os elementos errôneos do Calvinismo em quatro categorias.

Primeiro: Predestinação, o qual ensina que o exato número de salvos e perdidos já foram pré-determinados por um Deus soberano. Desde que cada pessoa tem um destino fixado, não existe o livre arbítrio ou a escolha pessoal em matéria de salvação.

Esta doutrina de “eleição” tem trazido ambos, desespero e enaltação a milhões através dos séculos, dependendo da habilidade que eles tenham em gerar “sentimentos” sobre sua própria salvação. Que terror de espírito deve ter carregado multidões à sepultura por terem “sentidose” rejeitados de DEUS. Por outro lado, aqueles convencidos de sua eleição incondicional, não permitiram que suas conciências fossem lapidadas em evitar a perfomance em não satisfatórias tarefas.

Segundo: A doutrina da irresistível graça de Cristo tornou possível para os pré-selecionados e salvos, evadir-se do decreto da Soberana escolha de DEUS por eles. Os benefícios do Sacrifício são portanto, limitados somente àqueles os quais foram divinamente eleitos para a salvação desde os dias da eternidade.

            O Terceiro erro é um natural crescimento dos dois primeiros; a saber: “uma vez salvo significa salvo sempre.” Se alguém é pré-ordenado pelo inalterável decreto de DEUS, para ser salvo, lá não existe possibilidade de resvalo, e perda da segurança da vida eterna. Após a escolha de se tornar um cristão, a porta se fecha para sempre para qualquer futura decisão em trocar o curso de sua vida, ou a renúncia de sua fé. Agora eles tem que ser salvos, não importando eles mesmos, e também sem nenhuma referência à suas futuras escolhas ou ações.

 

UMA FALSA
JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

Agora, Eu quero que você veja como estes conceitos Calvinistas abriram as portas para uma quarta perversão a qual tem invadido quase que todas as denominações cristãs, em uma maior ou menor escala. Se uma pessoa nunca mais pode deixar de ser salva após ter aceitado a Cristo, então como é que se pode explicar o errado estilo de vida que alguns ‘professos’ cristãos estão levando? Como explicar as pessoas que voltam à sua vida de pecado, depois que aceitaram a Cristo? Como explicar a apostasia? Como DEUS pode salvar uma pessoa que está vivendo uma vida de transgressões em total desrespeito às Leis de DEUS?

Os cristãos evangélicos contemporâneos poderiam provavelmente responder que  os méritos imputados da Justiça de Cristo cobriria estes pecados e assim assegurar uma justificação para o professo crente. Aqui é onde o mais mortal efeito do Calvinismo é revelado. A estranha teoria de uma cônscia e continuada desobediência pode ser “justificada” em meramente aceitar crédito pela perfeita obediência de Cristo é uma fraudulenta apelação de um comprometido cristianismo. Nem um texto Bíblico é sabido, apoiar e defender a prática de conhecido pecado.

Lá existe, realmente, uma maravilhosa doutrina de uma justiça imputada, a qual provê justificação para aqueles que clamam isso pela fé. Mas a verdadeira fé, sempre produz obediência.  Ela não deixa que um deliberado pecado continue. A torcida doutrina a qual assegura o céu para aquele que pratica o pecado, é um dos mais mortais erros vindo do Calvinismo. Desafortunadamente, muitos cristãos têm adotado esta via sem reconhecerem sua obscura origem ou suas perigosas implicações.

Depois de olhar em quatro não-Bíblicos princípios na raíz do Calvinismo, nós podemos ver que a maioria das igrejas modernas tem sido influenciadas por um ou mais desses ensinamentos. O que é mais fantástico de tudo isso, é que alguém, que tem sido historicamente oposto à predestinação, irresistível graça e eternal segurança, tenha sido pego no quarto erro, desta falsa justificação pela fé. Por esta razão, nós precisamos cuidadosamente examinar esta matéria sob o microscópio da Palavra de DEUS, em ordem para identificarmos suas escondidas armadilhas.

Por favor, note o que esta posição atualmente está propondo. Assim, em muitas palavras, o reclamo é feito que o sacrifício salva-nos dos resultados do pecado, mas não nos salva do pecado propriamente dito. Salvação não involve muitas mudanças em nossa natureza em relação ao pecado, mas, ao contrário, uma mudança na natureza do pecado em relação ao cristão. Inacreditável como isso possa parecer, esta doutrina afirma que quando você aceita Cristo, neste exato momento o pecado perde a sua mortal picada. Alguma coisa acontece para trocar a natureza do pecado. Isto já não é uma ameaça para a sua salvação. DEUS te dá uma instantânea ‘permanente’ justiça, a qual permite que você seguro e protegidamente continue em desobediência sem colocar em jogo sua esperança dos céus.

Eu enfatizo novamente, que estas mesmas palavras podem não serem utilizadas por aqueles que foram cativados por esta confortável doutrina, mas não existe dúvidas que eles expressam o que eles acreditam. Alguns poderiam apresentar e qualificar os tipos de pecados, que poderiam ser praticados, conquanto fossem reclamados por justificação. Outros colocam não limites nas categorias de pecados contínuos que são cobertos pelo robe da Justiça de Cristo.

 

VITÓRIA É
NECESSÁRIO

Você começa a perceber o elemento comum em todas estas variações do Calvinismo?  Nenhum deles acreditam que o cristão é transformado pela força de DEUS, assim que ele pode parar de pecar. Esta é a fraqueza de todo esquema teológico. Ele nega a própria essência do evangelho para salvar as pessoas de seus pecados.

Deixe-me tentar te explicar o quão hipnotizante esta crença pode se tornar. É claro, isto é apelativo para qualquer um de nós. Quem já não foi tentado em acreditar nisso? Especialmente quando nos deparamos com alguma especial fraqueza da carne. Após repetidas falhas em superar tais fraquezas, você já não foi atraído por esta idéia?  Deixe-me dizer-te o que acontece se você brinca com esta tentação. Uma de duas coisas inevitavelmente irá acontecer em sua vida. Ou você irá descobrir que  “ portanto, Ele pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a DEUS, vivendo sempre pra interceder por eles.”Hebreus 7:25, e irá reclamar vitória total sobre este pecado, ou você se convencerá a si próprio que DEUS irá  salvá-lo, mesmo enquanto você continua a cometer seus persistentes pecados.

Porque não existe outra alternativa nesta situação?  Porque ninguém pode continuar por tempo indeterminado a cometer um mesmo tipo de pecado e arrepender-se… cometer e arrepender-se… cometer e arrepender-se. Isto é muito doloroso. Arrependimento não é barato não. Isto involve muita angústia e contrição de coração. Toda a vez que você verdadeiramente arrepender-se, você também determina nunca mais cometer tal tipo de pecado novamente. Este é o essencial elemento do arrependimento real. A mais profunda dor e lágrimas de tal experiência não são volúveis ou artificiais. Eu me lembro de meu próprio coração enquanto eu clamava por vitória em minha adolescência. Eu sabia que DEUS podia me libertar, e minha fé crescia mais forte a cada vez que agonizava sobre uma falha. Depois, o dia veio quando eu reclamei a promessa de DEUS e saí desse pecado para sempre.

Eu tenho que dizer-te que francamente eu não poderia continuar indefinidamente aquele programa. Eu tinha que ir de uma maneira, ou de outra. Eu tinha que clamar uma vitória objetiva, fora de mim, ou então ficar com o sentimento subjetivo de que isso era impossível, e que portanto, DEUS não iria requerer isso de mim. A culpa era tão grande, e eu não poderia viver em mim mesmo de uma outra maneira.

Você entende o que eu estou dizendo?  Nós temos que encontrar alívio em superar nossos obstáculos pela força de Cristo, ou por redefinir o pecado, assim que desta maneira ele não mais seja uma ameaça para a nossa salvação. Eu tenho encontrado aqueles cujas atormentadas consciência não lhes dão tréguas um minuto sequer, até que eles convencidos de que DEUS não lhes poriam fora por prática do pecado. Somente depois de justificar a existência do pecado em suas próprias mentes puderam eles encontrar alívio da culpa. Estranho o suficiente, para este tipo de pessoas isso é quase como se eles estivessem ouvindo o evangelho pela primeira vez. E realmente isto é um evangelho – novo. Isto usa textos Bíblicos, utiliza argumentos teológicos, e até tem seu focus no amor, na graça e na cruz. Mas este novo evangelho não somente troca a natureza do pecado, isto troca também a natureza do sacrifício, a natureza de Cristo, e como nós temos descoberto, a doutrina da justificação pela fé.

 

REDUZIR O PECADO
NÃO É A RESPOSTA

Agora vamos ver intencionalmente através da lente do grande amplificador da verdade de DEUS, a Bíblia. O que Ela diz sobre o pecado? Mas antes, note o que as Escrituras não dizem sobre o pecado. Nenhum texto nos ensina que devemos diminuir a quantidade de pecados cometidos. Reduzir de quantidade não é o caso, porque é a qualidade do pecado que faz ele objectável. Isto sempre trás o mesmo resultado. “O Salário do pecado é a morte”. Romanos 6:23. Como que só um pouquinho de pecado, pode trazer só um pouquinho de morte?  A Bíblia diz: “Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.” Romanos 8:1. O programa de DEUS projeta um plano onde não existe pecado, condenação e morte.

Como pode ser isso?  Porque verdadeira justificação pela fé, inclui perdão por pecados que foram arrependidos, confessados, e esquecidos. A palavra ‘justificação’ significa o “fazer-direito”. Como pode alguém ser chamado justo, sendo que possue um caminho de coisas feitas erradas? Isto seria uma contradição de termos.

Incidentalmente, o mesmo pode ser dito concernente a palavra “saint”, a qual é traduzida do Grego como “uma pessoa santa”. Pode tal coisa existir como um “santo pecador”? Se sim, alguém somente poderia concluir que também existe “santo não-santo”.  Um cristão carnal não é mais possível do que um quadrado redondo. Paulo declara: “Porque  a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do espírito é vida e paz.” Romanos 8:6.  Mas a alma convertida foi liberada da sentença de morte, e não mais vive para carne e para o mundo.  “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.” Romanos 8:13. Note que somente duas escolhas se abrem para nós. – “Voce viverá…. Voce morrerá.” A única maneira de morrer é viver pela carne, e a única maneira de viver é morrer para o pecado na carne.

Alguém poderá responder que nessa experiência da justificação pela fé, pessoas são somente contadas como justificadas, mesmo ainda que elas não tenham vivido isso. Isso nos traz de volta ao erro básico do Calvinismo – Que DEUS criou uma legal ficção em garantindo uma isenção da culpa, mesmo que a conduta culpada permaneça. Mas deixe-me perguntar-te algo  –  Consiste a salvação de alternações de registros para fazer pecadores aparecerem santos, mesmo que eles continuem em pecado?

O fato é que quando DEUS declara uma pessoa justa, Sua criativa e própria preenchedora Palavra performa o milagre da conversão no mesmo tempo que torna esta pessoa justa. A justificação toma efeito em exata conjunção com a experiência do novo nascimento, o qual dá força ao crente para se afastar de pecados conhecidos. Neste ponto, também o Espírito Santo entra na vida para tornar a vitória uma gloriosa possibilidade para qualquer crente verdadeiro.

A verdadeira justificação não somente provê um lugar perante DEUS, isso também provê um estado atual ante DEUS –  um estado de justiça, ou “justifica – ação”. Nós referenciamos a este estado como sendo santificação. Em outras palavras, justificação pela fé, não é somente imputada; isso é também repartida. Isto não somente provê perdão para o passado, mas força para o futuro. Isto não somente remove a penalidade para o pecado, mas isto também tira o pecado propriamente dito. Isto consiste ambas, justificação e santificação.

Existe alguém, que por algum momento, por algum acaso, tenha adquirido seguridade da prática do pecado? Paulo declara em Romanos 6:22, “Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de DEUS, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna.” De novo Paulo escreve em Romanos 6:18. “E libertados do pecado, , fostes feitos servos da justiça.” “O Salário do pecado é a morte.” Romanos 6:23. A única maneira de sermos libertos da morte é sermos libertos do pecado.

O núcleo de todo o evangelho é restaurar o homem à sua original posição de obediência, da qual ele caiu. Se não existir uma mudança no estado do homem, então a linguagem da Bíblia seria um amontoado de palavras sem significado nenhum. Considere o mais comuns termos usados para descrever o processo da salvação – redenção, reconciliação, justificação, reparação(atonement) e justiça. Cada uma dessas palavras teológicas, incorpora a idéia de estar separados de DEUS. Por exemplo, a palavra “atonement” (reparação) literalmente significa atone-ment. A original unidade de DEUS e o homem foi quebrada pelo pecado, ou pela desobediência. Para o homem ser restaurado a esta unidade com DEUS, é necessário que seja removido o factor que trouxe esta separação. Até que o pecado seja removido, jamais poderá existir at-one-ment, ou total reunião de DEUS com o homem.

Em similar maneira, a palavra ‘reconciliação’ carrega a idéia -núcleo de ser alienado e estar em necessidade de ser trazido de volta. Mas alienado pelo que? Pelo pecado, é claro. Nós sempre voltamos à raíz do problema, o qual tem que ser resolvido antes que DEUS e o homem possam estar em harmonia novamente. A menos que o pecado seja removido, jamais haverá um livramento da culpa, condenação e a sentença de morte.

A palavra ‘redenção’ é uma das mais significativas expressões usada na Bíblia. Nós frequentemente cantamos sobre ser redimidos pelo sangue do Cordeiro. O Dicionário define redimir como “comprar de volta.” Alguma coisa foi perdida e precisa ser restaurada. O que foi isso?  A vida do ser humano foi renegada pelo pecado e necessitava ser comprada de volta dos serviços de Satanás.

Duas coisas foram absolutamente requeridas antes que uma total redenção pudesse ser efetuada, e a divina relação entre DEUS e o homem pudesse ser reestabelecida – perdão por pecados que já tinham sido cometidos, e uma sem-reserva renúncia ao pecado como futura escolha. Tão longe até aonde eu possa descobrir, não existe nenhum ítem neste grande plano da salvação, onde exista provisão para a contínua prática do pecado. Desobediência é a negra e miserável força que separa o homem de DEUS, e isso nunca poderá ter parte em sua recuperação desta separação.

A verdade é que a única maneira de remediar esta separação de DEUS é experimentar a separação do pecado. “Ressuscitando DEUS a seu Filho Jesus, primeiro o enviou a vós, para que nisso vos abençoasse, e vos desviasse, a cada um, das vossas maldades.” Atos, 3:26. Não existe nenhuma sugestão aqui, que os pecados do homem possam ser separados da vista de DEUS por alguma escondida cortina de Sua justiça. Nada escapa de sua vista. A mente humana pode ser iludida, hipnotizada, cegada para que não possa perceber as coisas que não são verdade, nada pode ser encoberto da poderosa visão do olho de DEUS. Jesus não veio ao mundo para fazer o homem ser visto como bom, mas para fazer o homem ser bom. Tivesse Ele removido somente a penalidade do pecado, sem remover o pecado, Ele teria se tornado cúmplice em toda as falhas do homem. Não, o texto diz que DEUS mandou Jesus para que todos nós voltássemos nossa face de todas nossas iniquidades. Isso é assim tão claro e tão contundente que ninguém pode estar confundido.

 

O FRUTO DO
CALVINISMO

Quanto dessa permissiva atitude com relação ao pecado pode ser traçada à conexão Calvinista? Nós teremos que conceber que a maioria das denominações de hoje tem sido liberalizadas em algum grau pelo fermento dessas falsas teorias. Até mesmo aquelas igrejas mais radicais com relação a Calvin, agora parecem enfraquecidas em suas definições do pecado. Poucas, realmente são aquelas igrejas que sem medo expõem a quebra consciente das leis de DEUS como fator último para sua salvação. Existe uma grande tendência em definir o pecado em uma grande variedade de termos, assim que, dessa forma, ninguém se sinta embaraçado ou inconfortável com a idéia. Uma séria inverdade a respeito do caráter de DEUS é envolvida na “posição mas não condição” de ver da justificação pela fé. Esta versão do evangelho credita bom trabalho para todos aqueles que acreditam no objetivo trabalho de Jesus em Sua vida e sua morte. Isso não requer nenhuma subjetiva mudança de coração, natureza, ou estilo de vida por parte do crente. Justiça  é a coberta a qual é colocada sobre o pecador, para que assim ele possa creditado como feitor de boas-obras até mesmo que suas práticas continuem sendo pecaminosas. Isso é chamada justificação pela fé. O indivíduo é agora ‘justificado’, mas a própria palavra significa ‘mostrar ser justo.’ Como pode DEUS mostrar alguém que não é justo ser justo?  Por um acaso, DEUS declara alguma coisa ser verdade, quando não é verdade?  Impossível!

O que dizer então dos livros que registram os pecados no céu?  Todos finalmente serão julgados mediante as coisas que estiverem escritas nestes livros. Tem DEUS um atualizado reporte de toda palavra, pensamento e ação?  Realmente Ele irá fazer sua decisão final baseada em Seu inifinito conhecimento de todos os indivíduos.

Agora, vamos supor que um jovem aceita Jesus nos termos do evangelho Calvinista. Ele professa fé na substitutória morte de Jesus na cruz. Ele é creditado como sendo justo, mas infelizmente, sua subjectiva experiência continua sendo de rebelião e desobediência. O que DEUS faz com os registros deste jovem, nos céus? Enquanto ele fielmente registra todos atos errados deste professo crente, declara DEUS ser ele um justo?  Isso não é abundantemente claro que os registros dos pecados do homem devem corresponder perfeitamente com a vida que este homem teve? Agora mesmo, Jesus está intercedendo junto ao Pai, no santuário celestial, por todos os pecadores que confessam seus pecados. Este é o tempo especial para os pecados serem apagados ou retidos nos livros dos registros, mas marque isso bem e nunca se esqueça disso: nenhum pecado pode ser riscado dos registros do santuário que não tenham sido antes riscados fora da vida. Os livros são o perfeito reflexo da experiência de vida de cada pessoa. Se nós queremos ser declarados justos, ou mostrados ser justos por DEUS, então nós temos que aceitar pela fé a vitória de Jesus como uma contínua e emprestada força para nos manter longe do pecado. Isto é verdadeira justificação pela fé, e o que DEUS declara sobre nós pode ser confirmado pela amorosa obediência que nós estamos rendendo a Ele. Em outras palavras; nenhum homem é justificado pela fé o qual a fé não tenha feito ele justo.

 

PECADOS PERDOADOS
E ABANDONADOS

O amado João claramente afirmou a verdadeira natureza da salvação quando ele escreveu em I João 1:9, “Se confessarmos nossos pecados, Ele é fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” Óbviamente o apóstolo estava falando mais do que justamente perdoar os pecados passados. Ele escreveu que DEUS irá também “limpar-nos de toda a injustiça.”  Aqui está um profundo trabalho de santificação o qual é alcançado simultaneamente com o perdão. Assim, ambas as fases da verdadeira justificação são descritas – a atribuída justificação e a repartida santificação.

Pedro discutiu um dos grandes mistérios da experiência da conversão quando ele explanou como nós nos tornamos “parte da natureza divina” e escapamos da corrupção que está no mundo através da paixão. II Pedro 1:4. Certo isto é que o apóstolo não estava falando de algum processo contábil. Lá existia uma atual assimilação da mente e do caráter de Cristo assim nenhuma poluição do mundo poderia corromper.

Em sua primeira epístola, Pedro explica um pouco mais sobre a natureza e sobre a vitória contra a paixão da carne. I Pedro 4:1-2. “Ora, pois já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento, que aquele que padeceu na carne já cessou do pecado; Para que, no tempo que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de DEUS.” Note como Pedro explicitamente conecta “mente de Cristo” experience o cessar do pecado. Ele percebeu que a transformação espiritual interior do homem aconteceria em um específico ponto no tempo, e depois disso, “o resto de seu tempo na carne” seria uma gloriosa cerimônia de triunfo sobre a “concupiscência do homem.”  Não existe o quadro Calvinista de uma continua transgressão sob a cobertura de alguma legal tecnicália. Como outros inspirados autores, Pedro reconheceu o pecado como um deliberado desafio contra a vontade de DEUS o qual nunca poderá co-existir com genuína justificação pela fé.

Isto é muito similar com a maneira com que Jesus ensinava o subjeto de como vir à sua família. Ele disse: “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” S. João 15:5. Muito deste capítulo é relacionado à necessidade de uma constante e orgânica união da videira e seus ramos. Deve existir um incessante fluxo de vitalidade fluindo de um para o outro. Quem teria a coragem de contender que esta simbiótica relação é meramente uma contabilidade legal? Cristo disse que este é o jeito que Ele conecta-se com os seus seguidores. Nós verdadeiramente recebemos e manifestamos a mesma vida de Jesus. Juntamente com Paulo, nós podemos dizer; “Já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim, e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de DEUS, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Gálatas 2:20.

Dr. Richard Taylor descreveu a relação videira-ramos nestas palavras:

Viver através da justiça de Cristo não significa dizer que a sua era suficiente para ambos, Ele e nós, que nós continuamos pecadores, e que Sua Justiça é meramente atribuída a nós. Como nós já apontamos antes, isto não é em lugar nenhum afirmado nas Escrituras. Nós deveríamos dizer que Cristo, por sua justiça quebrou o longo reinado da injustiça, depois pela sua morte fez isso possível para nós, também obter vitória sobre o pecado, e ser individualmente limpos. Isso de maneira nenhuma é uma independente justiça. Isso só pode ser mantida se nós estivermos continuamente conectados a Ele e em constante dependência de seu sangue remidor. Mas no entanto, nós insistimos que embora a justiça dos ramos seja derivada de videira, isto é mais do que uma atribuição; isto é uma atualidade em todas as fibras e folhas dos ramos.  A Right Conception of Sin, pag. 49.

O que Tiago tinha em mente quando ele escreveu “Chegai-vos a DEUS, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.” Tiago 4:8. Estava ele descrevendo uma coisa que é possível ou impossível? E como obtemos esta purificação? Isto é somente um sonho ou esperança de alguma coisa que está longe de ser atingida? Estamos nós ‘crescendo’ impurezas do coração através destes longos anos de tentativa? A verdade é que o Espírito de DEUS pode varrer estes pecados para sempre, no momento da conversão.

Isto é tão absurdo falar sobre crescer pecados de nossos corações como falar em crescer sujeira de nossas faces. Nós já  vericamos que não existe na Bíblia permissão para um graduado programa de redução de pecados. Neste ponto DEUS é extremamente arbitrário. Qualquer tolerância de pecado seria inconsistente com sua Santa Natureza.

 

CRISTO NÃO É UM
MINISTRO DO PECADO

O grande apóstolo Paulo atirou uma mortal ‘seta’ no Calvinismo quando ele escreveu: “Pois, se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é porventura Cristo ministro do pecado? De maneira nenhuma. Porque se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor.” Quão limpo Paulo corta através deste torcido conceito que justificação permite a prática de conhecido pecado. Se Jesus levantar alguém em seu curso de deliberada transgressão, Ele estaria participando em sua culpa e seria um ministro do pecado. Aqueles que buscam ser justificados por Cristo não serão encontrados pecadores.” Pecado condena, mas Paulo declarou; “Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo à carne, mas segundo o espírito.” Romanos 8:1.

Nós não podemos deixar de notar que Paulo falando aos Gálatas o quão inútil é “procurar ser justificado por Cristo” sem sairmos e abandonarmos a trilha do pecado também.  Não interessa o quanto tenha procurado através de todas as formalidades da fé e aceitação de Cristo, ninguém pode verdadeiramente ser justificado enquanto ele for encontrado pecador. O apóstolo aqui está falando de reconstruir as coisas que ele havia destruído.  Ele está se referindo a uma anterior rejeição do pecado, a qual ele permitiu ser construída em sua vida novamente. Assim, ele descreve a re-entrada de uma deliberada transgressão nestas palavras: “Eu faça a mim mesmo transgressor.” Nesta condição ele já não é mais justificado por Cristo, porque como Paulo diz, Ele não será um ministro do pecado.

Uma inspirada comentarista fez esta declaração neste subjecto em 1904, muito antes que esta matéria tivesse afetado a maioria do Protestantismo. “Aquele que não tem fé suficiente em Cristo para acreditar que Ele possa fazer com que viva sem pecar, não tem a fé que irá dar a ele a entrada no reino de DEUS.” Review and Herald, March 10, 1904. Quão verdade! Nós precisamos ter confidência na habilidade de nosso DEUS em prevalecer em nosso favor. Nunca Ele nos deixará sem esperanças contra a opressão de um derrotado inimigo. A vitória já foi garantida; e desde o Calvário, Satanás não tem nenhuma arma efetiva para usar contra um verdadeiro filho de DEUS.

Tres poderosas promessas de DEUS atualmente estão à espera para serem liberadas com sua explosiva força para libertar a sua e a minha vida, neste exato momento. Elas são fáceis de ser memorizadas e relembradas porque elas todas começam com aquelas triumfantes palavras; “Ele é capaz.” Como nós precisamos encapsular estas simples palavras em nosso frontal lobo do cérebro! Elas são verdades e nós deveríamos dizê-las, cantá-las e orar elas até que nós possamos saber que não existe um pingo de chance para este ser malígno fazer-nos pecar. Aqui estão as três promessas:

“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória.” Judas 24.

“Ora àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.” Efésios 3:20

“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a DEUS, vivendo sempre para interceder por eles.” Hebreus 7:25.

Se nós não tivéssemos nenhuma outra promessa através de toda a Escritura, estas tres seriam suficientes para carregar-nos através da tormenta de fogo que Satanás em seu final ataque contra nós irá deflagrar. Onde poderíamos nos encontrar mais confortantes promessas, para nossas borbulhantes mentes? Será que precisamos melhores promessas para enrolarmos a nossa fé? Tivesse Calvin visto estas promessas como aplicáveis a todas as pessoas que as recebessem, milhões poderiam ter sido poupados da isolação e desesperança desovada pela sua doutrina dessa não existente predestinação.

Indo um pouco mais além, estas excedentes grandes e preciosas promessas poderiam transformar o pensamento e a experiencia de todos os que correntemente acreditam que é impossível viver sem pecar. Ele é capaz de fazer e exceder abundantemente sobre tudo o que você possa pedir ou pensar! Use sua imaginação agora, e pense na maior e impossível barreira do pecado, fraqueza ou tentação em sua vida. Ele não somente irá te dar tudo o que você é capaz de imaginar, mas exceder abundantemente acima do que você tem sido capaz de conjurar em seu mais selvagem sonho. Assim, Acredite Nele! Acredite Nele! Ele é Capaz!

 

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