É a Lei Anulada pela Graça?

09
May

É a Lei Anulada pela Graça?

Copyright  1990 by J
Joe Crews (Amazing Facts)
All Rights Reserved Printed in USA

Published (Under permission) by
COCONET-US, LLC
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2207 East Snow Rd
Berrien Springs, MI 49103-9782

Cover by A. Soares
Design by A. Soares

“Lança teu pão sobre as águas, porque, depois de muitos dias, o acharás”. Eccl. 11:1 

 

 É A LEI ANULADA PELA GRAÇA DE DEUS?

O Demônio, através do pecado, tem simplesmente destruído esse nosso mundo. Nós vivemos em um tempo de rebelião contra todos direitos e leis. Esta Nação se depara chocada nas grandes cidades, os desafios das gangs de ordem sociais e direito de propriedade, incluindo o direito de viver. Assassinatos, roubos, e assaltos pessoais se tornaram marcas registradas de ambos, urbanos e suburbanos centros da vida do século 21.

Cada dia, quando lemos os jornais, parece que a nossa qualidade de vida atingiu um novo nível, ainda mais abaixo. Algumas vêzes somos tentado a acreditar que as coisas não podem ficar piores do que estão e que nossas precárias condições já atingiram o fundo do poço. No entanto, até mesmo no próximo dia, mais violência e bizarros crimes são reportados, e nós simplesmente sacudimos nossas cabeças em descrédito. Isto é muito difícil compreender como que uma nação como os Estados Unidos da América, com sua rica tradição cristã, herança de seus antepassados possa ter deixado de lado seus fundamentais princípios. Até mesmo os países não-cristãos não são aplacados com estas ondas de crimes e violência em que nós, um país cristão, nos deparamos. Mais e mais esta nação chamada cristã está se degenerando. Mais crimes são reportados em Washington D.C. num período de 24 horas do que Moscou reporta em um total ano. Não há dúvidas de que os métodos de reportes não são os mesmos, mas assim mesmo, isto apresenta um alarmente cenário.

O problema começa a se tornar mais sério quando nós nos damos conta de que esta “fora-da-lei” atitude também está alcançando as áreas da religião e afetando milhões que nunca pensariam em matar ou estuprar. Isto é bem provável que a grande maioria dos membros de igreja nos E.U.A. hoje carreguem em suas bagagens algumas convicções em quebrar pelo menos um dos Dez Mandamentos. Uma tremenda insidiosa doutrina tem se desenvolvido em ambas, Católica e Protestante teologia a qual tem a tendência de minimizar a autoridade da grande lei moral de DEUS. Isto tem levado a muitos olhar com leveza para a transgressão e tem feito o pecado parecer inofensivo. Em fato, o pecado tem perdido seu poder de horror à multidões e tem se tornado um aceitável modo de viver para ambos, jovens e adultos. Testemunhando as correntes tendências no estilo de vida o qual suporta esta maneira de ver.

Quantos jovens, (homens e mulheres) estão vivendo juntos hoje sem os benefícios do casamento! No entanto eles não acreditam que tal arranjamentos no modo de viver constitua pecado. Uma grande porção dos que roubam em supermarkets, lojas e malls, são professos cristãos, e a maioria destes que pertencem a esta ou àquela igreja acreditam que não existe pecado nenhum envolvido em violar o Sábado do Sétimo-dia, o quarto mandamento.

Como poderemos explicar esta situação paradóxica entre estes que professam um alto respeito pela Bíblia, e tão grande amor para com Cristo?  Esta questão começa a se tornar mais significante quando nós consideramos a histórica posição da cristandade com relação à lei dos Dez Mandamentos. Quase todas as grandes denominações tem oficialmente se colocado em registros como suportando a autoridade desta lei. Mas assim mesmo, sutís erros de interpretações tem pulado para dentro das modernas igrejas, levando-os ao presente estado, esta confundida lealdade à lei dos Dez Mandamentos. Quão fervorosamente nós deveríamos olhar a esta lei e estudar a sua relação com a graça de DEUS e à salvação propriamente dita. É tão fácil aceitar “clichês populares” concernentes à lei e  a graça sem antes pesquisar os fatos Bíblicos, pelos quais, finalmente seremos julgados. Nós temos que encontrar autoritativas respostas escriturais para questões como estas: Em que senso estão os cristãos livres da lei?  O que isso significa, estar sob a lei? A graça de DEUS nulifica os Dez Mandamentos? É o cristão justificado quando ele quebra um dos Dez Mandamentos por causa que ele está sob graça?  Estas são as questões que nós devemos adressar a nós mesmo nesse importante estudo.

 

CONDENADO
PARA MORRER

Vamos colocar de lado este lixo de confusão o qual tem tornado ubscura a verdade sobre como o homem é salvo. Multidões tem ouvido emocionais discursos sobre pecado e salvação, mas eles continuam não entendendo a lógica e a razão a qual requer sacrifício de sangue.

Pode voce imaginar o horror de estar perante o juíz e ouvir a sentença de morte pronunciada contra voce?  Provavelmente não. Mas voce sente a conciência acusadora e o medo quando DEUS lhes dá esta sentença: “O salário do pecado é a morte.” Romanos 6:23. Porque medo e culpa?  “Porque todos pecaram e estão privados da glória de DEUS.” Romanos 3:23.

As palavras estão lá e seu significado não pode ser mal-entendido. A palavra “todos” pode muito bem querer dizer João ou Maria, ou…  não interessa o nome que voçe tenha. O chocante fato é que voce está sob a sentença de morte! Voce foi achado culpado perante a lei, e não existe corte de apelação neste mundo ou neste universo que possa reverter essa sentença e achar voce não-culpado. O fato é que voçe é culpado. De acordo com I João 3:4, “… pecado é a transgressão da lei”, e voce tem que se declarar culpado por quebrantar a lei. Que lei voce quebrou?  Paulo responde-nos rapidamente, “ Que diremos pois, é a lei pecado? De modo nenhum: mas  eu não conhecí o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.” Romanos 7:7. Lá está! A grande lei dos Dez Mandamentos é o que foi quebrada, e isto demanda a morte do transgressor.

Em desespero o pecador procura uma maneira de ser justificado em vista desta lei quebrada. Como pode a sentença de morte ser revertida? Pode o homem espiar o seu pecado por obedecer os Dez Mandamentos pelo resto de sua vida? De volta, vem a resposta que ninguém pode mal-interpretar:  “Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.” Romanos 3:20.

Escute, existe uma razão porque a alma não será justificada pelas obras. Se um homem é encontrado culpado de roubar e é condenado a dez anos na prisão, ele pode realmente justificar-se a si próprio pelas obras. Em servindo os dez anos da pena, o homem satisfez os reclamos da lei. Ele é considerado perfeitamente justificado e inocente porque ele serviu integralmente sua sentença e preencheu os requisitos da lei. Da mesma maneira, um assassino pode ser justificado de suas obras se ele cumprir uma pena de 50 anos que lei venha a exigir. Mas suponha que sua sentença seja a pena de morte ao invés dos 50 anos em prisão? Pode o prisioneiro justificar-se a si próprio pelas obras?  Nunca! Até mesmo que ele viesse a cumprir 100 anos de trabalhos forçado, a lei continuaria a demandar a morte daquele prisioneiro. A verdade é esta, que sem derramamento de sangue não existe remissão dos pecados. Em Hebreus 9:22-28, nós lemos: “E qase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão. De sorte que era bem necessário que as figuras das coisas que estão no céu assim sse purificassem; mas as próprias coisas celestiais com sacríficios melhores do que estes. Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figuras do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de DEUS; Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vêzes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio; Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacríficio de si mesmo. E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez vindo depois disso o juízo. Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.”

Isto é o porque que o pecador nunca pode ser salvo pelas obras.  A penalidade para o pecado não é 10 anos em prisão ou 50 anos de trabalhos forçados. A sentença é morte, e a lei não pode ser satisfeita a não ser por derramamento de sangue. Esta imutável lei com sua inexorável sentença de morte nunca poderia ser removida assim como o trono de DEUS nunca poderá ser destituído. A culpa do passado não pode ser apagada por resoluções que se tomem no futuro, por bom comportamento. O pecador finalmente é forçado a confessar que ele deve alguma coisa que ele não pode pagar. A lei demanda a morte e ele não pode satisfazê-la sem que ele venha a rejeitar sua própria vida para a eternidade.

 

A LEI CONTINUA
EM EFEITO

Agora nós somos trazido à questão a qual tem criado confusão para multidões de cristãos: Se o labores da lei não podem salvar a pessoa, é isso então necessário guardar a lei? Aparentemente isso era uma “batata quente” no tempo da igreja primitiva, porque Paulo perguntou a mesma questão em Romanos 6:1. “Que diremos pois?  Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?” Em outras palavras. A graça nos dá a licensa para desobedecer as leis de DEUS? Sua resposta é: “De modo nenhum. Nós que estamos morto para o pecado, como viveremos ainda nele?” Romanos 6:2.

Quão interessante é que cristãos nessa era de relativismo possam inventar suas próprias definições a quais permitem ‘o quebrar a lei’.  A Bíblia diz que pecado é a violação dos Dez Mandamentos – a lei que tem sido descrita como irrelevante e ultrapassada para muitos modernos teólogos. Não seja enganado. Um por um destes grandes preceitos morais estão tão atualizados e necessários hoje, como eles eram necessários e atualizados quando DEUS os escreveu nas imperecíveis tábuas de pedra, no monte Sinai. E nada tem acontecido até agora para que os façam menos em atuação do que quando eles foram dados a Moisés. Em fato, nós iremos descrobrir que Jesus veio para magnificá-los e abrir o entendimento para a sua aplicação espiritual, fazendo isso muito mais compreensivo do que os Fariseus legalistas pudessem imaginar. Sob a destilante influência da perfeita vida de Cristo em obediência, nós podemos ver os detalhes espirituais em guardar a lei a qual não pode ser reconhecida ou feita possível separada de Cristo.

 

A LEI DE DEUS
– UM ESPELHO –

Nesse ponto, nós temos que ser muito cuidadosos para designar também o que a lei não pode fazer. Mesmo que isto aponte o pecado, ela não tem força para salvar do pecado. Não existe uma justificante e limpadora graça nisso. Todos os labores de todas as leis não seriam suficientes para salvar uma única alma. Porque?  Pela simples razão de que nós somos salvos pela graça através da fé, como um presente. “Por isso nenhma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado.” Romanos 3:20.

Não tropeçe neste ponto cruscial. Nós não podemos alcançar perdão por trabalhar árduo em obedecer. Nenhum pecador pode ganhar aceitação e favor de DEUS por causa que ele obedece a lei. A lei não foi feita com a função de salvar ou justificar. Ela foi feita para mostrar-nos a necessidade de sermos limpos e para apontar-nos para a grande fonte de purificação, Jesus Cristo, nosso Senhor. A Bíblia descreve a lei como sendo um espelho a mostrar que tipo de pessoa nós realmente somos. “Porque, se alguém  é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao varão  que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e foi-se, e logo se esqueceu de que tal era. Aquele porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.” S. Tiago 1:23-25.

Isto é óbvio para todos que o espelho não pode remover uma mancha da face. Olhando-se no espelho o dia inteiro, e até mesmo esfregando o espelho na face, não irá prover limpeza nenhuma. O trabalho do espelho é somente para revelar a sujeira e apontar aquele que está sujo para o ‘tanque’ para uma atual limpeza. A lei, da mesma maneira, pode somente condenar o pecador em dando a ele o conhecimento de sua condição e depois apontando ele para a cruz para uma verdadeira purificação. “Por que pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de DEUS. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” Efésios 2:8, 9. Paulo vai mais longe, enfatizando este ponto em Gálatas 2:16: “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crito em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.”

Aqui mesmo nós temos que considerar uma das mais falaciosas proposições jamais apresentada relativa à lei. Incontáveis sinceros cristãos tem aceitado a idéia de que o Antigo Testamento emcompassa a dispensação de trabalhos e o Novo Testamento provê a dispensação da graça. Sob este distorcido plano as pessoas eram salvas pelas obras, no Antigo Testamento e no Novo Testamento as pessoas são salvas pela graça. Isto simplesmente não é verdade. A Bíblia sustenta somente um maravilhoso e bonito plano para todos serem salvos, e isto é pela graça através da fé. O céu não será dividido entre aqueles que lá chegaram pelas obras e aqueles que lá estão pela fé. Toda e qualquer alma entre os remidos serão pecadores que foram salvos pela graça.

Aqueles que entraram na salvação no Antigo Testamento foram aqueles que acreditaram nos méritos do sangue remidor de Jesus Cristo, e eles demonstraram sua fé trazendo o cordeiro para o sacríficio. Em fé eles olhavam para a frente para a redentora morte de Jesus. Nós em fé, olhamos para trás, para a mesma morte e somos salvos exatamente da mesma maneira. Esteja muito certo de que todos os remidos através de toda a eternidade irão cantar o mesmo som de libertação, exaltando o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

 

A “NOVA” LEI
DE CRISTO

Alguns tentam e dispor os Dez Mandamentos nas bases do “novo” mandamento do amor que Cristo introduziu. Isto é certamente verdade que Cristo introduziu duas grandes leis de amor como sumário de toda a lei, mas deu Ele a idéia de que estes eram novos com relação ao tempo?  O fato é que Ele estava fazendo menção diretamente do Antigo Testamento quando Ele deu estes novos mandamentos. “Amarás pois ao Senhor teu DEUS de todo o teu coração, de toda a tual alma, e de todo o teu poder.” Deuteronômio 6:5. “ … Amarás ao teu próximo com a ti mesmo.” Levíticos 19:18. Certamente, estes penetrantes pricípios espirituais foram esquecidos pelos legalistas dos dias de Cristo, e eram novos para eles em relação à suas vidas e práticas. Mas Jesus não queria com isso fazer com que eles tomassem o lugar dos Dez Mandamentos.

Quando o doutor da lei perguntou a Jesus qual era o maior de todos os mandamentos na lei, ele recebeu a seguinte resposta: “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu DEUS de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas.” Mateus 22:37-40.

Note que estes dois mandamentos de amor simplesmente sumarizam “toda a lei e os profetas.” Todos eles estão pendurados nestes dois princípios de amor. Cristo estava dizendo que amor é o cumprimento da lei, do mesmo modo que Paulo repetiu isto em Romanos 13:10, “O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor.” Se alguém ama a Jesus Cristo supremamente com coração, alma e mente, ele irá obedecer os primeiros quatro mandamentos, que tem a ver com DEUS propriamente dito. Ele não tomará o nome de DEUS em vão, não adorará a outros deuses, etc… . E se alguém ama o seu próximo como a si mesmo, ele irá obedecer os últimos seis mandamentos, os quais relatam a nossa obrigação com o nosso próximo. Ele não será capaz de roubar de seu próximo, ele não será capaz de matar ao seu próximo e não cobiçará a mulher de seu próximo nem tão pouco irá falar mal de seu próximo. O amor irá fazer com que ele seja compelido a obedecer ou preencher todos os requisitos da lei.

 

NÃO SOB A LEI

Frequentemente nós ouvimos este argumento em um esforço para diminuir a lei de DEUS: “Bem, desde que nós não estamos mais sob a lei mas sob a graça, não precisamos mais guardar os Dez Mandamentos.” É isso um ponto válido?  A Bíblia certamente diz que nós não estamos debaixo da lei, mas quer isso dizer que nós estamos livres da obrigação de guardar a lei?  O texto nós encontramos em Romanos 6:14, 15. “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. Pois que? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum.” Quão fácil seria nós prevenir-nos de confusão se aceitássemos o que a Bíblia diz. Paulo dá a sua própria explanação sobre esta declaração. Depois de declarar que nós não estamos debaixo da lei mas debaixo da graça, ele pergunta: Pois que? Isso quer dizer simplesmente isso; Como iremos nós entender isso? Depois note a sua resposta. Em antecipação que alguém poderia construir as suas palavras para dizer que voce pode quebrar a lei porque voce está debaixo da graça, ele diz: “Pecaremos porque não estamos debaixo da lei mas debaixo da graça?  De modo nenhum.” Na mais forte das possíveis linguagens ele declara que estando debaixo da graça não nos dá licensa para quebrar a lei. No entanto isto é exatamente o que milhões acreditam hoje, e eles totalmente ignoram os específicos avisos de Paulo.

Se estar debaixo da graça não nos isenta de guardar a lei, então o que Paulo quis dizer quando ele falou que cristãos não estão debaixo da lei?  Ele nos dá a resposta em Romanos 3:19. “Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de DEUS.” Aqui Paulo equaliza estar debaixo da lei com ser condenável diante de DEUS.” Em outras palavras, aqueles que estão sob a lei são culpados de quebrá-la e estão sob a condenação da lei. Isto é o porque que cristãos não estão debaixo da lei. Eles não estão quebrando isso – eles não são culpados e condenados por isso. Portanto, eles não estão debaixo da lei, mas ao invés, estão debaixo da força da graça. Mais tarde em seu argumento, Paulo aponta que a força da graça é muito maior do que a força do pecado. Esta é a razão por que ele declara tão enfaticamente, “Porque o pecado não terá domínio sobre voce: porque voce não está sob a lei, mas debaixo da graça.” Graça sobrepuja a autoridade do pecado, dando forças para obedecer a lei de DEUS. Esta é a efetiva razão porque nós não estamos sob a culpabilidade e condenação e também o porquê Paulo declara que nós não continuaremos a pecar.

Suponha que um assassino foi condenado a morrer na cadeira elétrica. Esperando pela sua execução o homem estaria verdadeiramente debaixo da lei em toda a acepção da palavra – debaixo da culpa, da condenação e da setença de morte. Justo antes da data da execução o governador reviu o caso de condenação daquele homem e decide perdoá-lo. Na luz de extenuantes circunstâncias o governador exerce a sua prerrogativa e manda um perdão total ao prisioneiro. Agora ele já não está mais debaixo da lei, mas sob a graça. A lei já não mais o condena. Ele é considerado totalmente justificado no que concerne as charges da lei. Ele é livre para caminhar para fora da prisão e nenhum policial pode colocar as suas mãos sobre ele. Mas agora que ele está debaixo da graça e não mais sob a lei, pode ele dizer que está livre novamente para quebrar a lei?  Realmente não! Em fato aquele perdoado homem estará duplamente comprometido em obedecer a lei porque ele encontrou a graça do governador. Em gratidão e amor ele será muito cuidadoso em honrar a lei daquele estado que lhe garantiu a graça. É isso o que a Bíblia diz sobre pecados perdoados?  Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei.” Romanos 3:31. Aqui está a mais explícita resposta para o inteiro problema. Paulo pergunta se a lei se torna nula para nós somente porque nós temos fé na salvadora graça de Jesus. Sua resposta é de que a lei é reestabelecida e reinforçada na vida do cristão salvo pela graça.

A verdade disso é tão simples e óbvia, que isto não requereria repetição, mas as desviadas razões daqueles que tentam evitar obediência faz isso necessário de pressionar este ponto um pouco mais. Alguma vez voce já foi parado por um policial por estar excedendo o limite de velocidade? Isto é uma embarassante experiência, especialmente se voce sabe que é culpado. Mas suponha que voce estava correndo em demazia porque voce tinha realmente uma válida razão para isso, então voce começa e explicar suar razões par o policial na medida em que ele escreve o ticket. Vagarosamente ele dobra o ticket e o rasga. Depois ele diz: “OK, eu vou esquecer tudo desta vez, mas…” Agora, o que é que voce pensa que aquele “mas” queria dizer? Certamente isso queria dizer que da próxima vez que te pegar… .  Por acaso este perdão abre o caminho para voce começar a desobedecer a lei a torto e a direito? Pelo contrário, isso adiciona uma compelente urgência à sua decisão de não desobedecer a lei novamente. Por que então, deveria qualquer verdadeiro cristão tentar racionalizar uma maneira de desobedecer a lei de DEUS? “Se voce me ama”, Jesus disse, “guarde os meus mandamentos.” João 14:15.

 

OBEDIÊNCIA
– O TESTE DE AMOR

Alguém pode levantar uma objeção de que depois da lei atingir o seu objetivo, que era apontar o pecador para Cristo para purificação, isto não mais seria necessário na experiência do crente. É isso verdade? Não, realmente não. O cristão irá sempre, necessitar do censor da lei para revelar qualquer desvio do verdadeiro caminho e redirecioná-lo de volta à grande purificadora força da cruz de Jesus. Nunca existirá um tempo em que o espelho da correção não será necessário no progressivo crescimento da experiência cristã.

A lei e a graça não trabalham em oposição uma com a outra, mas em perfeita harmonia e cooperação. A lei aponta o pecado, e a graça salva do pecado. A lei é a vontade de DEUS, e a graça é o poder de executar a vontade de DEUS. Nós não obedecemos a lei para que possamos ser salvos, mas porque nós estamos salvos. Um bonito texto que combina estas duas forças em sua relação uma com a outra é encontrado em Apocalipse 14:12. “Aqui está a paciência dos santos: aqui estão aqueles guardam os mandamentos de DEUS e tem a fé de Jesus.” Que perfeita descrição de fé e obras! E a combinação é encontrada naqueles que são ‘santos.’

As obras da obediência são o teste real do amor. Isso é o porquê que eles são assim tão necessários na experiência do verdadeiro crente. “A fé sem obras é morta.” Tiago 2:20. Nenhum homem ganhou o coração de uma donzela por palavras apenas. Se lá nunca existiu pelo menos um bouquet de flores, um ato de de devoção, um presente de amor, a maioria dos homens ainda estariam procurando por tal sonhada companheira. Jesus disse: “Nem todo o que me diz, Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Mateus 7:21.

Palavras e confissões não são suficientes. A verdadeira evidência é a obediência. O que nós encontramos hoje em dia, em decalques, nos para-choques dos automóveis refletem um razo conceito de amor. Eles dizem: “Sorria se você ama a Jesus”, “Buzine se você ama a Jesus”, mas o que o próprio Mestre disse? Ele disse: “Se me amares, guardareis os meus mandamentos.” João 14:15. E isto é exatamente o que a maioria das pessoas não querem fazer. Se amar não implica em demandas mais do que um sorriso, ou um abano de mãos, então isto é bem-vindo; mas se isso vai causar um distúrbio no estilo de vida, a maioria irá rejeitá-lo.

Infelizmente a maioria das pessoas, hoje em dia, não estão procurando pela verdade. Eles estão procurando por uma confortável, suave e macia religião a qual permita a eles viver do jeito que mais lhes agrada e continuar a ter assegurado a sua salvação. Realmente não existe uma verdadeira religião que possa fazer isso para eles.

Um dos mais fortes textos encontrados na Bíblia neste subjecto está escrito em I João 2:4. “ Aquele que diz: Eu conheço-O, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.” João pode escrever isso com tal segurança porque esta é uma das mais profundas verdades estabelecida na Bíblia. Jesus falou a respeito desses que dizem: “Senhor, Senhor”, mas não fazem a vontade do Pai. Depois Ele descreveu muitos que iriam procurar a entrada do reino clamando serem operadores de milagres no nome de Cristo. Mas Ele tristemente terá que dizer, “Eu nunca os conhecí: apartai-vos de mim, vós que pratiqueis iniquidade.” S. Mateus 7:23. Você vê, conhecer Jesus é amar a Jesus, e amá-Lo é obedecê-Lo. A assunção válida dos escritores Bíblicos é muito clara e simples: Se alguém não está obedecendo a Cristo, ele não ama a Cristo. E se Ele não ama o Mestre, ele não O conhece. João nos assegura, “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único DEUS verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” S. João 17:3. Assim nós podemos ver como conhecer e amar e obedecer estão todos juntos atados apertadamente e inseparáveis na vida do fiél povo de DEUS. O amado João sumarizou tudo isso nestas palavras: “Porque esta é a caridade de DEUS, que guardemos os seus mandamentos; e o seus mandamentos não são pesados.” I João 5:3

 

É ISTO POSSÍVEL
OBEDECER A LEI?

Um incontável número de cristãos tem sido ensinados que, desde que a lei é espiritual e nós somos carnais, nenhum ser humano, nunca será  capaz, nesta vida de cumprir com os requerimentos da perfeita lei. É isso verdade?  Será que foi dado por DEUS uma grande e idealística e impossível meta a qual convertidas almas irão se debater mas nunca terão a expectativa de alcançar?  Será que existe alguma coisa escondida reservada ou um secreto meio nos grandes comandos para obedecer os dez grandes preceitos que DEUS escreveu com seus próprio dedos? Será que DEUS pensou no que Ele escreveu? Será que Ele escreveu o que Ele pensou?

Muitos acreditam que somente Jesus poderia ter obedecido a lei, e isto por causa que ele tinha forças especiais que não estão disponíveis para nós. Certamente é verdade que Jesus foi o único que viveu sem cometer qualquer tipo de pecado e/ou desobediência. A razão para esta vida perfeita e vitoriosa é encontrada em Romanos 8:3, 4. “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, DEUS, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne;  Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o espírito.” Não perca o ponto que Jesus veio para condenar o pecado pela Sua perfeita vida na carne, em ordem que, ‘a justiça de lei’ possa ser completa em nós. O que é esta justiça?  A palavra Grega “dikaima” é usada aqui, o que quer dizer literalmente, “o justo requerimento” da lei. Isso só pode significar que Cristo obteve esta perfeita vitória, para que tal vitória também estivesse disponível para nós. Tendo conquistado e derrotado o mal,  e com isso mostrando que na carne a lei pode ser obedecida, Cristo agora se ofereçe para vir e habitar em nossos corações e repartir esta vitória conosco. Somente por Sua ativante força pode os requerimentos da lei serem cumpridos por todos nós. Paulo disse: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” Filipenses 4:13.

Nenhum ser nunca poderá guardar um sequer destes Dez Mandamentos contando com a força humana sòmente, mas todos eles podem ser guardados através da força capacitadora de Jesus. Ele nos imputa Sua justiça para limpar-nos reparte conosco sua justiça para um vitorioso viver. Cristo veio em um corpo carnal como o seu próprio e dependeu totalmente de seu Pai para viver a Sua vida para demonstrar o tipo de vitória a qual é possível para todo o ser o qual da mesma maneira aproximar-se da graça do Pai.

 

JULGADO PELA LEI

Agora, a pergunta final sobre o subjecto da lei: Quantos dos Dez Mandamentos a pessoa tem que quebrar para ser culpado de pecado? Tiago diz: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos. Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse:  Não matarás. Se tu pois não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei. Assim falai, e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.”

Todo o indivíduo será julgado ao final, pelo poderoso código moral da lei de DEUS. A quebra de um preceito é culpa de pecado. A Bíblia indica que os Dez Mandamentos são como uma corrente com dez elos. Quando um elo é quebrado a corrente toda é quebrada. Assim também é a lei. Aqueles que enfretarem o julgamento, terão que se deparar com o ácido teste dos Dez Mandamentos. Se um ladrão praticante procurasse entrar no reino a sua entrada seria rejeitada. Esta é a razão pela qual Paulo diz que os ladrões não entrarão no reino dos céus. Em adição a isso, a Bíblia especificamente declara que os mentirosos, os adúlteros, os idólatras e os cobiçosos não herdarão o reino. Porque?  Por que os Dez Mandamentos proíbem estas coisas, e o homem será julgado finalmente pela lei. Nenhuma pessoa será admitida nos céus, que concientemente violar qualquer um desses Dez Mandamentos, porque a quebra de um é a quebra de todos.

Alguem poderá objectar dizendo que isso é fazer as obras como base para a entrada no reino. Não. O amor é realmente o fator qualificante. Jesus disse que o maior mandamento de todos é amar a DEUS supremamente. Ele também disse: “Se me amares, guardareis os meus mandamentos.” João 14:15. Aqueles que praticam qualquer conhecido pecado, na realidade eles estão dizendo que não amam a DEUS com todo os seus corações, alma e mente. Assim, é a falta de amor que deixa eles de fora; não o ato de desobediência o qual expôs esta falta. Sòmente quando o amor é a causa motivadora da obediência é que ela se torna aceitável a DEUS. Qualquer outra obra é a vã tentativa do homem em ganhar a salvação e negar a eficácia do redentor sacrifício de Cristo.

 

REDIMIDO PARA QUE?

Uma dramática ilustração da doutrina da ‘lei-graça’ é vista na estória de um leilão de escravos em New Orleans, USA, ha muitos anos atrás. Dois fazendeiros estavam fazendo seus lançes para comprar um velho negro, o qual estava a gritar palavras de rebelião naquela parte da sala de leilão. Finalmente um dos fazendeiros fez o lançe vencedor e levou o escravo para sua carroça e de lá de volta para a sua fazenda. Através do caminho, o desafiador homem negro declarava que ele não iria trabalhar para o seu novo dono. Finalmente quando eles chegaram à fazenda, o fazendeiro fez o escravo desçer da carroça, tirou-lhes as correntes de suas pernas e disse: “Voce está livre, pode ir embora. Voce não é mais um escravo. Eu o comprei para que pudesse lhe dar liberdade.”

De acordo com estória, aquele velho homem atirou-se aos pés daquele fazendeiro e disse: “Mestre, eu irei lhe servir para sempre.”

Da mesma maneira, nós todos fomos presos, retidos pela escravidão do pecado, condenados à morte. Então Cristo pagou o preço para nos assegurar a liberdade daquela escravidão sem esperança. Amavelmente Ele fala para nós que a razão pela qual ele fez isso foi para libertar-nos. Qual deveria ser a nossa resposta? Todo o redimido filho de DEUS deveria cair aos Seus pés e dizer: “Mestre, Eu te amo, pelo que voce fez por mim. Eu irei serví-Lo o resto de minha vida.”

Pense sobre isso por um momento. Jesus teve que morrer porque a lei foi quebrada. O pecado demanda morte. Se a lei pudesse ser abrogada, a penalidade do pecado poderia ser colocada de lado também. “… Porque onde não há lei também não há pecado.” Romanos 4:15. Tão forte foi a autoridade desta imutável lei que o próprio DEUS não a aboliu – nem mesmo para salvar o Seu próprio Filho da morte.

Uma muito velha estória de dois irmãos é quase que uma perfeita ilustração de ambas, graça e lei, em operação. O irmão mais velho era juiz. Seu irmão mais novo foi trazido à sua presença como transgressor da lei. De todas as evidências, ficou esclarecido para todos de que ele era culpado. A côrte estava tensa. Iria o juiz praticar a justiça neste particular caso? O juiz olhou para seu irmão duramente e declarou-o culpado. Depois surprendeu a côrte inteira em aplicar a pena máxima. Mas imediatamente ele levantou-se e passou a cerca que o separava de seu irmão e colocando os braços sobre os ombros dele, disse: “Eu tinha que fazer isso, porque voce era culpado. Eu sei que voce não pode pagar a pena, mas eu pagarei a pena por voce.”

O ponto da estória é dramático em seu impacto. O irmão foi perdoado, mas a penalidade não. Isto tinha que ser pago. Mas em pagando a máxima penalidade, o juiz não sòmente deixou de abolir a lei, mas grandemente magnificou-a. Ele demonstrou estes dois juntos reclamos jamais poderiam ser evitados. No mesmo sentido, DEUS não poderia e não deveria abolir a lei para salvar o Seu amado Filho. Isto custa algo em manter a lei e pagar a penalidade máxima. Ninguém nunca irá saber o quanto isto custou para o Filho de DEUS. Mas quão gratos deveríamos nós ser de que o Seu amor foi perfeito como a Sua justiça. Em seu próprio corpo ele recebeu a penalidade, satisfez a lei e justificou o transgressor.

Será que voce não pode ver que maior demonstração nunca poderia ser feita para provar a permanente efetividade dos Dez Mandamentos?  Em todo o universo, DEUS não poderia ter mostrado um maior convincente e irrefutável argumento em favor de Sua lei. No entanto, em face a esta tremenda exibição, milhões de mal-orientados pobre e lamentáveis homens tentam diminuir o governo de DEUS em diminuindo Sua lei. Eles pareçem não entender que a lei é o reflexo do carácter de DEUS, de Sua santidade e de Sua justiça. Falar de sua abolição é abordar a traição contra o governo celestial.

Olhe para esta santa lei, agora mesmo, para uma divina revelação do que DEUS quer que a sua vida seja. Confesse que voce não tem força para viver uma vida condizente a este perfeito padrão. Depois torne seus olhos para aquele Um que teve condições de guardar a lei perfeitamente e cujo desejo nesse exato momento é entrar em sua vida com sua capacitadora força. Ele irá preencher a justiça da lei – o justo requerimento da lei – em voce, assim que, dessa maneira voce poderá dizer com Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a  na fé  do Filho de DEUS, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Gálatas 2:20

 

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